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sábado, 27 de abril de 2013

Sou guiada pela cega sorte

Sou guiada pela cega sorte 
não luto pela vida apenas deixo-me ir para norte 
a sorte é cega e eu não a vejo 
encontramo-nos por acaso. Eu não a almejo. 


Ela guia-me sem o querer 
e ás vezes eu sigo-a mesmo sem saber. 
Os caminhos cruzam-se e descruzam-se 
as palavras são acaso mas interligam-se. 


Mas o azar persegue-me noite e dia. 
Quero que ele desapareça... minha fantasia. 
E eu despisto-o por dias, por horas e sentimentos 
e ele volta sempre, encontramo-nos sem cumprimentos. 


Pobre daquele que não procura azar ou sorte, 
coitada daquela que não quer excesso de vida ou de morte. 
Tenho pena de todos os que apenas querem viver 
e têm essas coisas irritantes a chatear e a fazer perder.

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