Acho que as imagens dizem tudo.
Sentimentos, pensamentos... Tudo o que me vem à cabeça (e ao lápis, e à caneta... enfim). Um blog para os curiosos que têm paciência de ler os meus devaneios.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Talvez eu esteja perdida
Talvez eu esteja perdida...
Nem sei o que me levou nessa vida
em que o caminho por onde me arrasto
não se cruza com o de ninguém, nem rasto.
Talvez eu não saiba o que faço
muito menos o porquê de o fazer
dúvidas... mil e mais um maço
o que quero é... viver?
Talvez o que sinto não seja real
provavelmente nem eu o sou.
Pode ser que até tenha sangue real
mas o resto não é nada, mudou.
Talvez?! Eu não me reconheço!
Vejo tudo e não o mereço.
Prendo-me ao nada e existo perdida,
fui obrigada; tenho e fui merecida.
----
Para quem me pediu mais poemas... Feito em cima do joelho, mas cá está.
domingo, 21 de outubro de 2012
Triste? Feliz?
Para quem me conhece e sabe da minha mania de dizer que por trás do meu sorriso se esconde uma grande tristeza.
O que eu quero esclarecer é o seguinte: Não é por sentir tristeza que deixo de poder rir. Eu consigo rir à vontade, soltar gargalhadas, dizer uns disparates... mas não dura muito.
A tristeza vem sempre ao de cima. Então, e só para esclarecer o meu amiguinho 'Crazy' , quando me vires rir acredita que é real, quando disser que escondo muitas tristezas com o meu sorriso acredita, se eu te dizer que estou mal e mostrar-me contente prefere as palavras à ação, quando disser que estou bem e mostrar que estou mal prefere a ação ás palavras.
Eu não minto aos outros, eu minto a mim mesma e talvez por isso consiga ser feliz por meros momentos.
Por isso... lê, ouve, escuta... percebe que eu não me faço de desgraçada, eu não me acho assim tão desgraçada. Sou apenas triste e quero que os outros percebam isso mesmo quando digo que não.
Quero que saibam diferenciar a verdade da mentira no meu rosto. Quero que me percebam... nem eu me percebo, alguém tem de o fazer.
Só quero que entendas... Eu sou triste e feliz... Quando falo contigo, e com meus outros amigos, sou feliz! Mas a tristeza nunca passa.
----
E quanto à questão do solteira... bem... isso já é mais complicado. Acho que gosto de estar sozinha... habituei-me a estar só. Talvez um dia alguém me desabitue.
Até lá... continuo a ser este paradoxo ambulante.
Por hoje é tudo (e já foi muito)
O que eu quero esclarecer é o seguinte: Não é por sentir tristeza que deixo de poder rir. Eu consigo rir à vontade, soltar gargalhadas, dizer uns disparates... mas não dura muito.
A tristeza vem sempre ao de cima. Então, e só para esclarecer o meu amiguinho 'Crazy' , quando me vires rir acredita que é real, quando disser que escondo muitas tristezas com o meu sorriso acredita, se eu te dizer que estou mal e mostrar-me contente prefere as palavras à ação, quando disser que estou bem e mostrar que estou mal prefere a ação ás palavras.
Eu não minto aos outros, eu minto a mim mesma e talvez por isso consiga ser feliz por meros momentos.
Por isso... lê, ouve, escuta... percebe que eu não me faço de desgraçada, eu não me acho assim tão desgraçada. Sou apenas triste e quero que os outros percebam isso mesmo quando digo que não.
Quero que saibam diferenciar a verdade da mentira no meu rosto. Quero que me percebam... nem eu me percebo, alguém tem de o fazer.
Só quero que entendas... Eu sou triste e feliz... Quando falo contigo, e com meus outros amigos, sou feliz! Mas a tristeza nunca passa.
----
E quanto à questão do solteira... bem... isso já é mais complicado. Acho que gosto de estar sozinha... habituei-me a estar só. Talvez um dia alguém me desabitue.
Até lá... continuo a ser este paradoxo ambulante.
Por hoje é tudo (e já foi muito)
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Pensar
Pensar dói.
Pensa nisso..
O que não te destrói
leva-te a ser submisso.
Pensar magoa
trás-te de volta a mágoa
e o que não ouves soa
transparente como água.
Pensamento atormenta
mas mantém-te atenta,
não ao que se passa lá fora
mas à dor que ignoraste outrora.
Pensar foi sobrevalorizado,
sentir é exagerado ou negado.
Tudo o que pensas um dia esqueces,
tudo o que sentes transforma-te, amoleces.
Pensamento... consegues ignorar?
Então ensina-me, peço-te que me deixes tentar.
E o sentimento, consegues o matar?
Não? Valeu a pena tentar.
----
Era suposto já ter saído... mas lembrei-me que tinha que postar este poemazito.
Não está grande coisa eu sei... Mas foi tudo o que me saiu.
Perdida
Perdida... será exagero declarar esse o meu estado de alma?
Talvez.. mas mais uma vez, quem se importa?
É o que sinto e já calei-me tantas vezes que tenho a impressão de que se não comunicar a alguém o meu estado vou acabar por explodir.
Quantas e quantas vezes me apeteceu gritar, chorar ou até simplesmente falar e não consegui... Sim, estou perdida. Não sei o que faço, e o que faço não tem um porquê simplesmente acontece.
Perdida dentro do quarto, perdida na grande escola, perdida na vida!
Sem ninguém que realmente oiça as minhas entrelinhas, sem uma alma caridosa que perceba sequer o que digo de forma tão clara.
Já não grito, já não luto...
Não vale a pena! O mundo não vai mudar porque uma adolescente está com problemas, o mundo não pode mudar por alguém que nem sabe quais são os seus problemas.
P-E-R-D-I-D-A!!! Percebeste agora?
Já nada me importa, e as pessoas que realmente me importam não me ligam. (E não, não estou a falar de um amor não correspondido.)
Eu já nem ligo ao amor. Só quero dormir e ter silêncio. Pena não me deixarem cumprir este humilde desejo.
Obrigam-me a viver, a socializar, a 'estudar' , a me importar... agora adivinha.. é isso, eu NÃO me importo, ou talvez não o queira fazer.
Não quero ter um curso, não quero tirar carta, não quero ir ás aulas, não quero estudar, não quero encontrar o amor, às vezes nem sair de casa quero. Mas também não quero morrer. Gosto de ser uma espectadora.
Gosto de observar os outros, entender o porquê de serem como são. Não que seja algo que realmente me interesse mas sempre é melhor a vida dos outros que a minha.
Vivo aborrecida.. perdida neste mar de gente que me ignora. Os poucos que me conhecem dizem que sou louca... não por cometer loucuras mas por ser assim : desinteressada para o que é «importante».
Umas das poucas loucuras que cometi foi criar este blog... Para que serve afinal?
Para me achar? Bem.. continuo perdida.
Uns chamam falta de motivação, outros estupidez. A verdade é que pouco me importa o que chamam ou deixam de chamar, para mim isto é vida. A minha vida.
Posso não gostar mas também não desgosto.
E eu sei que reclamo bastante mas que mais posso eu fazer a partir do meu mundo?
Se não reclamar rebento e não tenho a quem reclamar.
Sofres tu que lês os meus devaneios.
Sofres tu que finalmente percebeste que todos os dias eu sou algo diferente.
Perdida... Porque não sei quem ou o que sou. Uma rosa branca, uma alma atormentada? Uma rapariga mimada, adolescente desligada?
Uma criança triste ou apenas alguém que não sabe porque existe?
Sofres tu que achas que me compreendes.
E... como tens pachorra para ler isto? Já só digo disparates, melhor eu desligar por hoje.
Talvez.. mas mais uma vez, quem se importa?
É o que sinto e já calei-me tantas vezes que tenho a impressão de que se não comunicar a alguém o meu estado vou acabar por explodir.
Quantas e quantas vezes me apeteceu gritar, chorar ou até simplesmente falar e não consegui... Sim, estou perdida. Não sei o que faço, e o que faço não tem um porquê simplesmente acontece.
Perdida dentro do quarto, perdida na grande escola, perdida na vida!
Sem ninguém que realmente oiça as minhas entrelinhas, sem uma alma caridosa que perceba sequer o que digo de forma tão clara.
Já não grito, já não luto...
Não vale a pena! O mundo não vai mudar porque uma adolescente está com problemas, o mundo não pode mudar por alguém que nem sabe quais são os seus problemas.
P-E-R-D-I-D-A!!! Percebeste agora?
Já nada me importa, e as pessoas que realmente me importam não me ligam. (E não, não estou a falar de um amor não correspondido.)
Eu já nem ligo ao amor. Só quero dormir e ter silêncio. Pena não me deixarem cumprir este humilde desejo.
Obrigam-me a viver, a socializar, a 'estudar' , a me importar... agora adivinha.. é isso, eu NÃO me importo, ou talvez não o queira fazer.
Não quero ter um curso, não quero tirar carta, não quero ir ás aulas, não quero estudar, não quero encontrar o amor, às vezes nem sair de casa quero. Mas também não quero morrer. Gosto de ser uma espectadora.
Gosto de observar os outros, entender o porquê de serem como são. Não que seja algo que realmente me interesse mas sempre é melhor a vida dos outros que a minha.
Vivo aborrecida.. perdida neste mar de gente que me ignora. Os poucos que me conhecem dizem que sou louca... não por cometer loucuras mas por ser assim : desinteressada para o que é «importante».
Umas das poucas loucuras que cometi foi criar este blog... Para que serve afinal?
Para me achar? Bem.. continuo perdida.
Uns chamam falta de motivação, outros estupidez. A verdade é que pouco me importa o que chamam ou deixam de chamar, para mim isto é vida. A minha vida.
Posso não gostar mas também não desgosto.
E eu sei que reclamo bastante mas que mais posso eu fazer a partir do meu mundo?
Se não reclamar rebento e não tenho a quem reclamar.
Sofres tu que lês os meus devaneios.
Sofres tu que finalmente percebeste que todos os dias eu sou algo diferente.
Perdida... Porque não sei quem ou o que sou. Uma rosa branca, uma alma atormentada? Uma rapariga mimada, adolescente desligada?
Uma criança triste ou apenas alguém que não sabe porque existe?
Sofres tu que achas que me compreendes.
E... como tens pachorra para ler isto? Já só digo disparates, melhor eu desligar por hoje.
domingo, 14 de outubro de 2012
IV
Trancada. Ao lado uma outra porta. Pode ser que te leve à saída.. ou não.
Abriste a porta e deparaste-te com ela. De costas. Vestia-se calmamente.
Parecia nem ter ouvido o estrondo feito com a tua entrada.
-Não era esse tipo de sorte a que eu me referia.
Aquele maldito sorriso.
Ela aproximou-se.
-Vais me levar num encontro.
-Lá fora? - as palavras saem-te quase num sussurro.
Acenou que sim.
Tua reação? Não reagiste. Gaja não bate mesmo bem.
Tudo por um encontro... Imagina se ela te quiser pedir em casamento. Medooo.
Em cerca de meia hora estavam num parque. Vazio.
Podias fugir se não estivesses algemado a ela.
Podias bater-lhe e soltar-te mas... bater numa rapariga?? Tem que haver outra maneira.
Um banco. O calmo lago a tua frente. A Lua alta.
Ela sorri.
Pareces feliz. Estás feliz? Não?! És um ótimo ator.
Sentes algo quente. Agarrou-te a mão. Parece tão inocente.
Mas não é! Aproveita e foge. Basta um movimento para lhe tirares a chave.
Debruças-te sobre ela. Corou? Então é isso...
Serás capaz de a beijar? Um esforço e a chave estará na tua posse.
Treta!!
Na outra mão está a arma apontada a ti.
Paras. Tens amor à vida. Ela ri baixinho.
Aproxima-se e ... um selinho?!
É nítida a tua confusão. Gostaste? Já devias estar a espera.
E agora? Não te lembras. Chegaste ao quarto pelos teus próprios pés? Parece que sim.
Pareces feliz. Há quanto tempo não ias à rua? Há quanto tempo não vias a Lua?
Por falar nisso... Como vieste cá parar?
Ah sim... ias viajar com os amigos. Não devias ter vindo te despedir.
Que é isto? De onde vem esta música? Do corredor? Não. Vem de dentro.
Revistas o quarto com o olhar. Num dos cantos superiores um altifalante. Isso já estava ai antes?
Tua banda preferida - Slipknot. A música está alta, demasiado alta até.
Quanto tempo se passou? Não sabes. É-te difícil pensar. A cabeça dói-te, as pálpebras pesam e a música parece não ter fim.
Doem-te os tímpanos. Não estás habituado a tanto barulho.
Jogado na pequena cama com o lençol sobre a cabeça. Não consegues dormir.
Não devias ter tentado tirar-lhe a chave.
Abriste a porta e deparaste-te com ela. De costas. Vestia-se calmamente.
Parecia nem ter ouvido o estrondo feito com a tua entrada.
-Não era esse tipo de sorte a que eu me referia.
Aquele maldito sorriso.
Ela aproximou-se.
-Vais me levar num encontro.
-Lá fora? - as palavras saem-te quase num sussurro.
Acenou que sim.
Tua reação? Não reagiste. Gaja não bate mesmo bem.
Tudo por um encontro... Imagina se ela te quiser pedir em casamento. Medooo.
Em cerca de meia hora estavam num parque. Vazio.
Podias fugir se não estivesses algemado a ela.
Podias bater-lhe e soltar-te mas... bater numa rapariga?? Tem que haver outra maneira.
Um banco. O calmo lago a tua frente. A Lua alta.
Ela sorri.
Pareces feliz. Estás feliz? Não?! És um ótimo ator.
Sentes algo quente. Agarrou-te a mão. Parece tão inocente.
Mas não é! Aproveita e foge. Basta um movimento para lhe tirares a chave.
Debruças-te sobre ela. Corou? Então é isso...
Serás capaz de a beijar? Um esforço e a chave estará na tua posse.
Treta!!
Na outra mão está a arma apontada a ti.
Paras. Tens amor à vida. Ela ri baixinho.
Aproxima-se e ... um selinho?!
É nítida a tua confusão. Gostaste? Já devias estar a espera.
E agora? Não te lembras. Chegaste ao quarto pelos teus próprios pés? Parece que sim.
Pareces feliz. Há quanto tempo não ias à rua? Há quanto tempo não vias a Lua?
Por falar nisso... Como vieste cá parar?
Ah sim... ias viajar com os amigos. Não devias ter vindo te despedir.
Que é isto? De onde vem esta música? Do corredor? Não. Vem de dentro.
Revistas o quarto com o olhar. Num dos cantos superiores um altifalante. Isso já estava ai antes?
Tua banda preferida - Slipknot. A música está alta, demasiado alta até.
Quanto tempo se passou? Não sabes. É-te difícil pensar. A cabeça dói-te, as pálpebras pesam e a música parece não ter fim.
Doem-te os tímpanos. Não estás habituado a tanto barulho.
Jogado na pequena cama com o lençol sobre a cabeça. Não consegues dormir.
Não devias ter tentado tirar-lhe a chave.
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